quinta-feira, 28 de junho de 2012

Bruxa das Brumas


Os quatro amigos Bruno, Kátia, Alan e Ajax resolveram em um fim de semana acampar na floresta que havia entre as montanhas.

Passaram o dia pescando, bagunçando e se divertindo.  Quando começou a anoitecer eles resolveram contar histórias de terror. A certa altura todos estavam bem assustados.

- Vocês já ouviram aquela da bruxa das brumas? Kátia começou.

- Aconteceu a quase 200 anos exatamente nessa floresta aqui. Uma bruxa se disfarçava de senhora bondosa e oferecia presentes para as crianças. Quando elas chegavam em sua cabana a bruxa lhes matava, devorava sua carne macia e usava seu sangue para realizar feitiçarias terríveis. Pouco a pouco os pais começaram a desconfiar da velha senhora. Até o dia em que um fazendeiro presenciou a velha degolando uma menina com uma foice afiada bem nesse riacho que corre ali. O povo ficou revoltado e resolveu matar e queimar a bruxa. Mas não contavam com uma coisa.

- C-com o quê? - Ajax estava visivelmente mais nervoso que os demais

- As brumas que existem na floresta. Não são naturais, antigamente essa floresta não possuía bruma nenhuma, mas a bruxa a conjurou, usando o sangue e alma das crianças que matou. A bruma não só escondia sua cabana como também trazia  l̹͓̠͎̗̖o͖̜̩͔͛ͣ͗̓u͓͋͆ͮͪ͑́̽͝c͕̈́͛̎u̫̝̣̝̺̙̍ͨͣͯ͢r̤͚͍̪͈͖̼͌ͨ͢a͇ͫ͆͑̊ ̑҉͚̻a̠̱͈̫ ̜̰ͮ͒́͑͡t̪̜̹̯̻͑̄́̽̇͊ͪo͙̙ͤd̨̟͚͔͈̪͈͙̀̀̀ô̷̫̗̌s̺͌̽̅ ̮͇̻͔̹̓̔q̥̝̳̙̭̋͛ͅu̜̙̭̥ͣ͊ͤe̫͈͙͔̘̾̀̐ͧ͂͜ ͚̯̣̣͍͔͗͂ͭ͆̔̓̋a̻̠͇̪̹̺͕̍ͤͤ ̒ͩ̌͗ṛ̥̩͉͕̆͑ͬ̈ͮ̾͐ͅē͔̪̖̮͔̪̅ͦͥ̽͗ͫs̈́ͮͮͭ̔͋p̟̝̎̌̀̔̌̽͟i̙̘̘̙͈͚͉̎̾̃ř̿ͯ͛̒͏̥̞̞å̠̥̠̠̙ͧ̑ͥ̚͘ͅŝͩͬ̊̾̈҉̫s̙̠̗̭̘̱͉̉ͩe̩̣͉͕̻͉̣ͦ͒̉̚m̢̤͕̙̹͖ͯ̓̚.̥̬̗̬̲̍̂̀͆̈́̈́ͫ͡  No final da noite perdidos na floresta as pessoas que haviam vindo caçar a bruxa começaram a ouvir vozes e ver a velha, em sua loucura eles acabaram matando uns aos outros.

- Então a bruxa nunca foi pega.

- É o que dizem. Nunca encontraram sua cabana. E ela ainda usa sua bruma para atrair e devorar crianças

Bruno riu "Essa história nunca poderia ser verdadeira". E Kátia rebateu "É a mais pura verdade, meu pai me contou essa história várias vezes. Inclusive que o povo da cidade esconde essa história até hoje".

Depois das histórias todos continuaram a comer e bagunçar, mas Ajax não se acalmou ao longo da noite, muito pelo contrário. Todos começaram a ficar preocupados quando ele começou a gritar histericamente.

- E-ela está aqui, vocês não estão vendo? E-ela estava bem ali de braços abertos. Não devíamos ter vindo aqui, n-nós não podíamos te r̟̯̥͚̝̺̠̟͇̃̿̑̆͌ͣ͟͜͜e̙͚̽̄̏̇ͥ͛̑̍͒͢ş̙̥͖̻̘̿ͯ̋̈́͘p̱̪̹̭̯̙̈́̒͋ͧ̆ͫ͝î̘̱͙̠͈̟̪̭͛ͬ́r̥̽̉ͥ̽ͭ͗̊́a̖͌d̖̤̳͙͓̯͈ͫͅo̶̮̭̺̽̀̔ͪ̑ e͏͔s̩̘̱̭̼͑ͦ̾̉̃ͯṡ̡͍͓͓̚a͛̉͗̐͜ ͓͊ͯͨͫ͐ͣḇ̔ͣr͓ͯ̐̇͒̈ͨ͌u̜̱̼ͧ̂͟m̭̈̆͌ͥả̙̟̽̃͛ͨ.̯͈̭̰̳ .

Mas ninguém havia visto nada.

- E-eu não estou mentindo, vi o rosto branco e enrugado dela entre aquelas árvores. E-eu já tinha visto ela quando era criança m-mas ela nunca me pegou, não vou deixar!

O garoto não parava de gritar, e começou a ficar violento. Os amigos não tiveram escolha a não ser amarrá-lo em uma cadeira ao lado do carro, amordaçado. Apenas seus olhos se reviravam violentamente.

- Fique quieto Ajax,  ő̌͒̓ͨ̇u̧̟̭̹̙͍̪̼̓͂̊ͦ̚ ̛̇̓̌́̃v̱̠̀̀́o͙̟͎̽̋̅ͤu͍͈ͨ̄͌ ͉͖͔̘̈ͥ͊̑̅a̲̻͔̩̥ͯͨm͖̪̠̬̘̣̈͘ä̫̳͔̱͈́̄ͫr̻͖̦͔̍̔͆ͩ̅͊r͔̮̱͚͇ͮͯͥͤa͌̏̌ͪr̼̺̼ ͇̳̈̌̌͂ͪv̢̼̫̎͒o̶̩̟͕c̢̞̝̪͍̥̲͗ͣͪê̩̣̳̞̩̫̓͌̂̍͋̄̽̕  no carro com uma corda.

A ameaça fez o garoto ficar quieto, depois de algum tempo ele já estava bem calmo.

Aqueles que estavam de pé começaram a ouvir uma movimentação estranha na floresta.

- D-devíamos investigar isso de uma vez – Alan disse.

Quando foram investigar a movimentação acabaram de perdendo do carro.

Depois de alguns minutos aterrorizados vagando em meio à floresta nebulosa. Os amigos encontraram uma cabana.

Eles não deviam ter investigado a cabana NÃO DEVIAM. Mas tinham que provar que aquela não era a cabana da bruxa.

Foi quando descobriram completamente aterrorizados, punhados e punhados de ossos de crianças espalhados na casa. Surgiu na janela o rosto contorcido e perturbador de uma velha. Seu sorriso era sobrenaturalmente largo e ela olhava diretamente para eles.

Os amigos ficaram desesperados e correram em pânico pela floresta, mas não se separaram.

Encontraram o carro. E entraram nele mais rápido do que qualquer vez em suas vidas, sem olhar para trás.

Dirigiram durante várias horas tensas. Chorando e balbuciando durante todo o percurso.

Quando o sol começou a nascer na estrada, Kátia levantou lentamente o rosto. Seus olhos estavam dilatados.

- Garotos, onde está Ajax?

Bruno começou a gritar.

- Eu amarrei ele com uma corda no carro, como você mandou.

Atrás deles uma larga faixa vermelha havia surgido na estrada.

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