quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

CreepyCurtas 2

Para não fechar o ano batido, irei postar uma sequência de mais 14 creepycurtas que são ainda mais misteriosas que as do meu post anterior. Você consegue decifrar o mistério em cada uma delas?  




1. Fotos de Fantasmas.
“Eu e um amigo estávamos conversando, e alguém sugeriu que deveríamos sair para tirar algumas fotos de fantasma, então fomos até uma casa abandonada em uma colina onde havia acontecido um assassinato. Nós fomos lá tarde da noite, passamos pelo hall, a sala de estar, o banheiro, o chuveiro, a cozinha, o escritório do pai… Depois fomos para o segundo andar e fomos para o quarto das crianças e dos pais, e por fim voltamos ao primeiro andar. Então tiramos fotos nossas com a casa atrás de nós.
No outro dia, olhamos as fotos que tiramos e ficamos surpresos.
Não havia nada.
Quer dizer, eu e meu amigo estávamos nas fotos, mas não havia fantasmas ou nada do tipo. “Isso não é estranho?”
“Talvez eles tenham, sei lá, ido pro céu ou algo assim?”
“É, talvez. Agora não podemos mais tirar nenhuma foto de fantasma. Foi uma perda de tempo.”
“Na verdade não. Eu vi uma casa que fica bem longe das outras. Podemos ir até lá.”
“É verdade? Ela está vazia?”
“Claro que não. Tem pessoas lá. Vamos esta noite.”
“OK, entendi. Vou me preparar então.”
Eu mal posso esperar. Será muito divertido.

2. Mensagens.
No fim de Junho, um estudante universitário foi encontrado morto dentro de seu apartamento. Ele estava morto por pelo menos um mês e seu corpo já estava em avançado estado de decomposição. Os policiais chamaram seu irmão, Tatsuya, para identificar o corpo e enquanto ele estava no local, os policiais lhe mostraram as mensagens que havia na caixa de mensagens do morto.
14/3: Uma mensagem da mãe dele falando sobre uma viagem que eles fizeram quando ele ainda era pequeno. A mensagem corta pela metade.
16/3: Um convite de um amigo para uma viagem.
21/3: Uma mensagem do pai dele dizendo que o avô queria vê-lo.
25/4: Uma mensagem do amigo dele dizendo que ele precisava ir para a escola.
1/5: Uma mensagem da mãe dele dizendo para que ele ligasse para o irmão Tatsuya.
Isso era tudo que havia na fita.
“As chamadas de seus pais eram sempre por volta das duas da manhã.”, Disse o detective. Tatsuya apenas assentiu.
“Meus pais morreram quando nós dois éramos pequenos…”

3. Recepção.
“Minha esposa foi atacada por um assaltante enquanto eu estava saindo do trabalho para casa. Mas ela lutou com ele usando uma faca de açougueiro. Quando eu fui buscá-la na delegacia ela disse, “Quando eu ouvi um barulho achei que fosse você, mas então era outra pessoa.
Ele pulou em cima de mim assim que eu abri a porta! ”
“Você deve ter ficado tão assustada.” Eu disse, abraçando-a apertado.

4. A Espera.
“Eu tenho estado muito cansado ultimamente, então tirei algumas férias do trabalho e fui para a Inglaterra. Eu me hospedei em um bom hotel de três andares após um longo dia de passeios, e praticamente desmaiei na cama de cansaço. Lá pelas 3:00 da manhã, eu ouvi um barulho e olhei do lado de fora. A polícia estava lá. Eles estavam gritando para todos que acontecera um assalto e assassinato no segundo andar. Eu estou no último andar, e posso ver que os policiais bloquearam as escadas e os elevadores. Tudo deve ficar bem.
Vou voltar para a cama. Espero que peguem o cara.”

5. Poço.
“Um dia, quando eu era pequeno, o choro da minha irmã estava me incomodando então eu a matei e a joguei num poço.
No outro dia, o corpo dela havia sumido.
Cinco anos depois, eu briguei com um amigo sobre alguma coisa idiota, e eu o matei também. Joguei seu corpo no poço, e no outro dia, ele havia sumido.
Dez anos depois, eu acidentalmente engravidei uma garota quando estávamos bêbados. Eu a matei e joguei seu corpo no poço. No outro dia, o corpo dela havia sumido.
Quinze anos depois, eu tinha um chefe que era um imbecil. Eu o matei e o joguei no poço. No outro dia, seu corpo havia sumido.
Vinte anos depois, minha mãe estava velha e era preciso colocá-la em um asilo. Eu não tinha dinheiro para isso, então eu a matei e joguei seu corpo no poço.
No outro dia, ela ainda estava lá.”

6. Arrombamento.
“Este vem sendo um péssimo dia. Eu acordei tarde, pulei o café da manhã, e eu acho que esqueci de trancar a porta também. E para piorar tudo, meu chefe gritou mais uma vez comigo. Todas as moças do escritório o odeiam. O careca imbecil. “Me pergunto se ele é o cara que vem me perseguindo?” Eu falo para mim mesma enquanto volto para casa.
Minha casa, claro, é um apartamento barato, com uma sala-cozinha e um quarto separado, e nem mesmo há uma janela para o lado de fora. Não que eu ligue, pelo menos é barato. Destranco a porta e entro.
O lugar está acabado. Alguém deve ter arrombado pela manhã…Merda, estou cansada. Eu vou ligar para a polícia amanhã. Melhor eu ir deitar”

7. Grandes amigos.
Eu fui atropelado por um carro, e o motorista não prestou socorro. Tive que ficar no hospital por um mês. Quando eu finalmente saí, um grande amigo meu veio me visitar para podermos passear.
“Desculpe, eu não pude visitar você no hospital.”
“Tá tudo bem, cara.”
“Você viu o cara que fez isso?”
“Não, foi tudo muito de repente. Eu não me lembro.”
“Entendi.”
“Você também tome cuidado, amigo.”
“É, eu vou. Bem, está ficando tarde, então vou pra casa. Da próxima vez eu vou te visitar.”
“Obrigado.”

8. Elevador Lotado.
“Eu odeio estar no meio de multidões quando está muito quente. Odeio.
Eu estou cansado do trabalho e ainda tenho que pegar o trem para casa na maldita hora do rush. Eu cambaleei para o meu prédio, entrei e esperei pelo elevador velho. Tinha outra maldita multidão lá dentro. Uma velha e seu marido, duas crianças, um universitário, um homem de negócios num terno, uma mãe com uma criança em suas costas e outra segurando-lhe a mão.
Nós todos entramos e assim que as portas estavam se fechando, essa menininha em um vestido branco passou por elas. O alarme de peso aciona. Bom, faz sentido. Essa coisa tem um limite de nove adultos. Ela parece envergonhada e tenta sair, mas eu sorrio e saio do elevador. Enquanto as portas se fecham ela sorri de volta para mim.
Muito fofa. Honestamente eu só não queria ficar preso num elevador cheio, mas ainda assim, totalmente valeu a pena. Eu peguei o próximo elevador e fui para o meu apartamento. A televisão está ligada, o noticiário está falando sobre alguma menina que está desaparecida.”

9. Janela.
“Me mudei para um apartamento novo e sempre fecho as janelas de manhã ao sair. Entretanto, quando chego de volta, elas estão sempre abertas. Hoje deixei uma câmera filmando no meu quarto, para ver como acontecia. Quando cheguei parei a gravação, com o relógio indicando o fim da filmagem às 18:34. Fui assistindo com a velocidade acelerada, até que às 18:27 vi uma velha estranha entrar no meu quarto pela janela, carregando uma faca. Ela zanzava um pouco pelo quarto e às 18:30 entrava no meu armário. Quatro minutos depois acabava a gravação.”

10. Sacos de Lixo.
“Eu acordei com barulhos vindos da cozinha. Quando desci, vi minha esposa de costas cortando alguma coisa na pia. Eu disse "Bom dia, amor" mas ela não respondeu.
Daí lembrei o que tinha acontecido na noite anterior: ela me pegou a traindo, tivemos uma discussão fodida. Ela deve estar fazendo voto de silêncio, me ignorando para ver se peço desculpas, essas coisas de mulher.
Perguntei quando o café da manhã estaria pronto, mas ela não respondeu de novo. Então percebi que era hora de me arrumar para ir ao trabalho, subi no meu quarto, me arrumei, e quando desci, vi que minha esposa estava no quintal fazendo alguma coisa.
Eu sempre coloco o lixo pra fora antes de ir ao trabalho, então peguei o grande saco preto de lixo que estava na cozinha. Estava anormalmente pesado, ela não colocou simplesmente um saco para conter o lixo, mas uns 4 ou 5. Levei-o para fora e parei na calçada, estava muito pesado. Fiquei curioso em saber o que tinha dentro, até que o abri…

11. Jogo da Caixa.
Um senhor fala pra mim “Quer jogar um jogo?”
Eis as regras. Eu recebi um monte de caixas, e dentro de uma delas estava um prêmio em dinheiro. As caixas são pesadas e fortes, pesadas o suficiente para não ser possível abri-las com as mãos, há machados, tochas, e muitos outros tipos ao redor, e você pode usá-las à vontade.
Quando você achar o dinheiro, ele é seu.”
Bom, eu não vi nenhuma chance de perder este jogo. No pior dos casos, eu ficaria a noite toda abrindo caixas.
“Aliás, há uma toneladas de caixas, mas se você me der $50, eu deixo você começar na caixa mais próxima do prêmio.”
Melhor ainda! Abri minha carteira e dei ao homem $50.
O jogo começa.
“O prêmio em dinheiro está na caixa na sua frente.”

12. Vizinho Assassino.
“Meus vizinhos pensam que eu sou um velho intrometido, mas hoje testemunhei um assassinato. Eu estava olhando para fora da minha janela quando vi alguma coisa através da janela do apartamento oposto ao meu. A coisa estranha foi, depois de terminar de estrangulá-la, ele virar e nossos olhos se encontrarem. Foi estranho. Então ele apontou e continuou me encarando por um minuto ou dois. Toda vez que ele me encarava, seu dedo movia. Eu chamei a polícia alguns minutos atrás e me disseram que eu iria ter que descer à delegacia e dar minha declaração amanhã de manhã. Eu tenho certeza que eles vão pegá-lo. Eu vi seu rosto claramente.

13. Incompetente.
“Algumas vezes eu me pergunto o que a polícia anda fazendo esses dias. Eles nunca parecem ser capazes de resolver qualquer crime. Eu vivo em uma cidade que tem muitos crimes e ultimamente está ficando pior. Semana passada, teve um assassinato perto a fábrica onde eu trabalho. Uma mulher jovem foi mutilada com um picador de gelo, não apenas um picador de gelo comum, mas um com uma caveira no punho. Todo mundo que vive nessa área está ficando louco. É uma cidade grande, mas este último assassinato foi comentado por todo mundo. Foi fortemente coberto pela mídia. Minha mãe, que mora comigo, está assustada de sair à noite. Eu vivo dizendo a ela para não se preocupar, mas ela sabe que a polícia não vai resolver o assassinato. Eles nem ao menos encontraram a arma do assassinato ainda. A polícia é tão incompetente.

14. Corpo Enterrado.
“Eu estava sozinho em meu apartamento terminando alguns afazeres com a TV ligada quando uma coisa bem estranha aconteceu: no Jornal, noticiaram que a polícia encontrou o corpo de uma garotinha enterrado no quintal de uma casa. E isto não é o mais estranho, a casa era a que eu vivi quando era criança. Fiquei assustado com a notícia, já que aquela casa tinha um valor sentimental para mim por ter passado minha infância nela. Para me acalmar, resolvi ligar para o meu pai.
- Alô, pai? Você está vendo o jornal na TV?
- Não, filho, por que? O que aconteceu?
- A polícia encontrou um corpo enterrado na casa que a gente morava quando eu era criança!
- O quê? Sério? Meu Deus, que terrível!
- Sim! Eu fiquei até um pouco abalado, e se o corpo já estava lá quando a gente morava na casa? Será que passamos por cima dele alguma vez? Será que quem enterrou já morou lá também?
-Caramba, filho, que pensamento horrível, prefiro nem pensar! Horrível pensar que podemos ter morado na mesma casa que um psicopata viveu, ou com o cadáver de uma criança sob o mesmo chão. Uma tragédia o que aconteceu com ela, espero que a família se recupere.”
-Sim, tomara que não se traumatizem muito. Acho que é só isso pai, só liguei para contar para alguém, me senti um pouco mal com isto, gostava daquela casa. Até mais, tchau.
Ele se despediu e desliguei, espero que meu pai também não fique abalado com o pensamento, assim como a família.”

As resposta, como de costume, serão postadas nos comentários.

sábado, 28 de novembro de 2015

CreepyCurtas

Irei postar a seguir uma série de histórias curtas que encontrei na Web. Algumas são bobas, outras, no entanto...

Você consegue desvendar o mistério de cada uma?


1. Sozinho em casa.
“Eu fiquei com muito medo ontem de noite depois de visitar esse site de assombrações que eu sempre visito. Dessa vez os meus pais tinham ido passear, então eu estava sozinho em casa. Eu acendi todas as luzes do meu quarto e do corredor até o banheiro. Isso me acalmou um pouco. A única coisa assustadora que aconteceu comigo foi que depois que eu terminei de tomar banho eu voltei para o meu quarto. Quando eu acendi a luz, a minha mochila caiu da cadeira. Isso me fez pular de susto. ”

2. Jantar estranho.
“Alguns dias atrás, eu fui convidado para jantar na casa de um amigo. O problema é que recentemente ele tem se envolvido com essa seita religiosa estranha. Quando eu estava lá, ele me serviu uma carne, mas não disse que carne era. Isso me deu muito medo. Por um segundo, eu pensei que fosse carne humana, mas depois de dar uma mordida eu sabia que definitivamente não era carne humana.”

3. A garota na biblioteca.
“Ontem eu fui na biblioteca pra pegar alguns livros. Eu perguntei para bibliotecária onde ficava a seção de terror, e ela disse que ficava ali nas prateleiras do canto, encostadas na parede. Eu estava foleando alguns livros, quando percebi uma menina estranha me observando pelo vão entre os livros do outro lado da estante. Nossos olhos se encontraram e ela riu um pouco. Demorei uns 10 minutos para criar coragem para ir lá falar com ela, mas decidi só pegar 3 livros e leva-los até a recepção. Nossa, por que eu sou tão medroso? Talvez se eu fosse lá conversar com ela, eu teria conseguido pegar o número dela.”

4. Autópsia.
“Estudar para ser médico é um trabalho difícil, mas eu gabaritei a prova de autópsia na última sexta-feira. Não fiz isso sozinho. O meu colega de quarto foi de grande ajuda. Eu só queria poder agradecer ele, mas ele não está mais conosco. Descanse em paz, Jacó.”

5. A Entrega.
“Estava entregando uma pizza num apartamento velho numa área perigosa da cidade. Quando eu apertei para chamar o elevador, a porta se abriu imediatamente. Uma muIher saiu correndo e gritando, com um olhar estranho na cara dela. Ela já estava longe e não tive a chance de falar com ela. Algumas pessoas são estranhas. Eu olhei dentro do elevador para ver se não tinha nenhum assassino dentro, mas não tinha nada. Mesmo assim, decidi subir as escadas.”

6. Bandido.
“Alguns minutos atrás, eu estava tomando banho e escutei um grito vindo da sala. Eu saí do banho e corri para lá pelado mesmo. Quando eu cheguei, eu vi um vulto de pé em cima do corpo da minha mãe, do meu pai e da minha irmã. Quando ele me viu, ele pulou pela janela e fugiu. Eu estou com muito medo. Eu não sei o que fazer.”

7. Hotel barato.
“Eu estava de férias em Bangkok, na Tailândia, e fiquei nesse hotel baratinho. Os nativos falavam que o hotel era assombrado, mas você sabe como esse povinho é supersticioso. Porém, eu tive um incidente muito estranho ontem de noite. Eu estava tomando banho e secando o meu cabelo. Eu liguei a TV e de repente me aparece essa velha de cabelos brancos na tela. Me deu um sustão, e eu derrubei o secador na banheira. O choque fez todas as luzes do meu quarto se apagarem. Precisei usar a luz da TV mesmo pra me arrumar. Quando eu desci até o saguão, descobri que todo o hotel estava sem energia. O gerente não estava nem um pouco contente.”

8. Idoso.
“Eu vivi com um homem mais velho por uns 3 meses. Um dia ele foi preso, e me fizeram ir junto com ele. Um policial me mostrou um cardápio e perguntou se eu queria alguma coisa. Comi um hambúrguer e uma porção de batatas. Eu também pedi por algo gelado para beber, e me deram um Iced Tea. A polícia disse que ele "vai ficar longe por um tempo". Ele foi preso com 14 agravantes. Quando eles terminaram, me levaram para casa. Quando eu cheguei lá, todos estavam chorando.

9. Sequência numérica.
“Uma coisa muito estranha tem acontecido comigo. Nas últimas duas semanas, uns números têm aparecido na minha porta. Não sei quem está escrevendo eles, mas estou perplexa. Sou uma muIher solteira e moro sozinha. Meu apartamento fica no 4º andar. Os números são escritos no canto da porta com caneta mesmo. A cada manhã, encontro quatro novos números que alguém escreveu durante a noite. Da primeira vez que vi, havia 4 números. Agora tem 56. 
Uma noite eu fiquei acordada de vigia, mas não vi nada. Quando o Sol nasceu, decidi ir dormir. Quando eu acordei, havia quatro novos números. Aqui está a sequência:
23210123125323182315225823022250072501422253224723272320.
Eu não sei o que esses números significam. Alguém de vocês sabe?”

10. Botões do elevador.
Havia um homem que morava no décimo-quarto andar de um grande apartamento. Um dia, ele chegou bem tarde em casa. Ele entrou no elevador e apertou o botão do seu andar. O botão acendeu, as portas fecharam, e o elevador começou a subir. Logo depois, o botão do oitavo andar acendeu. "Acho que mais alguém vai entrar no elevador…" ele pensou. Alguns segundos depois, ele percebeu alguma coisa. Ele começou a apertar o botão de parada. O elevador parou no terceiro andar. Assim que as portas abriram, ele pulou para fora do elevador e saiu correndo descendo as escadas. Ele passou a noite num hotel e só voltou para casa de manhã.

11. Banheiro. 
“Eu não gosto de usar o banheiro de noite. Não sei o porquê, mas sinto que é assombrado. A minha esposa diz que eu sou um idiota. Mas mesmo assim eu não me sinto bem lá
dentro. Uma noite eu acordei lá pelas 3 da madrugada e percebi que as luzes do banheiro estavam acesas. Eu abri a porta do banheiro com muito cuidado, quase esperando ver algum tipo de fantasma ou monstro, mas o banheiro estava vazio. Nada aconteceu. Eu apaguei as luzes, destranquei a porta e voltei a dormir. De manhã, a minha esposa disse que talvez ela esqueceu de apagar as luzes.”

12. Brilho.
“Eu moro sozinho e não tenho muito o que fazer de tarde. Para evitar o tédio, eu adquiri um novo passatempo: quebra-cabeças. Agora mesmo eu estou montando um quebra-cabeça que brilha no escuro. Uma vez de noite quando eu voltei para casa, esse quebra-cabeça estava brilhando bem levemente no escuro do meu quarto. Havia algo de estranho nesse brilho efêmero que me deixou desconfortável. Quando eu termina-lo, acho que vou voltar para os quebra-cabeças normais.”

Postarei as respostas nos comentários.               

domingo, 17 de agosto de 2014

Parasyte - Os Vermes Vindos do Espaço


Você conhece uma manga japonês chamado Parasyte (Parasita)? Ele é quase que completamente desconhecido no Brasil, mas no Japão é considerado uma obra-prima entre os mangas de terror e é, ainda hoje, fonte de inspiração para muitas franquias.

Parasyte foi escrito por Hitoshi Iwaaki e publicado entre 1990 e 1995. A história gira em torno de Shinichi Izumi, um jovem de 17 anos que vive com a mãe. A obra começa mostrando vermes caindo na Terra vindos do espaço durante a noite e entrando na cabeça das pessoas pelas orelhas enquanto dormem.


Em poucos minutos esses vermes se fundem com o cérebro, matando o hospedeiro original e tomando o controle de seus corpos. Poucas horas depois essas pessoas levantam-se e devoram friamente o resto de suas famílias. Esses parasitas, que sempre permanecem na cabeça do ser vivo, conseguem se deformar e assumir qualquer forma ou rosto. Também podem endurecer e criar lâminas e escudos para se defenderem e alimentarem-se.


Pela manhã o jornal começa a noticiar chacinas por toda cidade. Várias pessoas desaparecidas, e uma grande quantidade de famílias encontradas destroçadas em suas casas. É apenas o início de uma história sem muita perspectiva de final feliz.

Um Parasyte pousou no quarto de Shinichi Izumi, mas o jovem estava usando fones de ouvido enquanto deitado, por isso o verme não pôde entrar em seu cérebro. O jovem chegou a acordar e tentar se defender do parasita, porém o verme adentrou o tecido que conseguiu alcançar, seu braço direito. Por não ter sentido qualquer dor, o garoto acaba se convencendo que tudo aquilo foi um sonho.


Logo Shinichi descobre que algo aconteceu. No dia seguinte seu braço adquiriu consciência e agora é um tecido amorfo, que pode conversar com o garoto e tomar formas variadas de armas e outras habilidades ainda mais bizarras. Sendo um dos raros casos de Parasyte que ainda detém a consciência do portador original, o jovem inicialmente se revolta por ter quase ter tido seu cérebro devorado, mas não há muito tempo para refletir sobre isso. Infelizmente para ele, os demais Parasytes da cidade percebem que Shinichi não é como eles, e decidem exterminá-lo. Cabe ao jovem descobrir como trabalhar em equipe com o parasita de seu corpo e sobreviver aos ataques constantes que se sucederão nos próximos meses.

Logo de início, gostei muito de como o autor desenvolve o enredo de Parasyte. Você sente como se estivesse assistindo um filme de terror, daqueles bem trágicos. De cara somos apresentados à uma criatura do espaço implacável e irastreável, que trata humanos como ração.


A própria relação de Shinichi com o Parasyte de sua mão direita, chamado de “Migi” (direita em japonês) é bem conturbada. O jovem o odeia por quase o devorar e por torná-lo uma aberração, ao mesmo tempo, o Parasita se defende sob o argumento que é um ser vivo lutando para se desenvolver e que ele mesmo não tinha consciência da época que era um verme nem nasceu daquela forma por escolha própria. Ele irá proteger Shinichi, mas não por qualquer empatia consciente, apenas porque se o garoto for morto, ele morre junto. É como se os vermes fossem uma nova classe de ser vivo, adaptando-se às várias situações e tentando conquistar o espaço tomado pela raça dominante do planeta, o homem.

Os vermes possuem algumas limitações. Eles só podem se alimentar do mesmo tipo de animal com que se fundiram (por alguma espécie de necessidade genética) e não podem passar por nenhuma máquina de raio-x, senão a falta de ossos da cabeça fica completamente exposta. Mesmo tão fortes, eles ainda estão ligados ao corpo que possuíram. Um dano no coração ou demais órgãos pode fazer um parasita morrer, por isso eles preferem se manter ocultos da sociedade.

Conforme avança frente às batalhas e calamidade que encontra, Shinichi acaba por aceitar sua nova condição e decide eliminar todos os parasitas que encontrar, para proteger a raça humana. Parasyte é uma obra fascinante por sempre fazer você pensar em qual é a linha que separa a sua consciência como criatura daquela que te torna humano. Chega um ponto na história onde Shinichi realmente não consegue mais se considerar humano. Ele se torna tão poderoso e distante que acaba de afastando de todos os humanos, e pouco-a-pouco perdendo a empatia por vê-los serem mortos ou devorados. A pouca ligação que ele possui com a humanidade, e a que ele se apega, na forma de sua mãe e de alguns namoricos, normalmente são retirados dele em meio ao caos e tragédias dessa nova vida. No final Shinichi entende que evoluir significa estar sozinho e a responsabilidade estressante de ser um adulto tentando sobreviver. Existe uma grande mensagem sobre maturidade e sobre como encarar a vida.

É o tipo de história de você começa a ler desprenciosamente, mas conforme avança percebe que te faz refletir sobre o egoísmo da evolução e sobre o quanto a importância de sobreviver passa por cima dos sentimentos dos outros seres vivos. Afinal, qual a diferença essencial entre ser um humano que caça e mata outros animais para sobreviver com ser um Parasyte que caça e mata o ser humano para sobreviver?

Cuidado! Spoilers à frente!

Eu disse para você que não havia muita perspectiva de final feliz. No fim da história a humanidade descobre uma forma de lutar contra os Parasytes e até consegue desmantelar os maiores grupos deles, mas erradica-los torna-se impossível. Umas poucas centenas de Parasytes restante (os mais discretos e inteligentes) ainda continuará sobrevivendo e devorando humanos escondidos. Felizmente eles nunca serão um número grande o suficiente para dominar a Terra.

Agora a parte interessante! Se você ler Parasyte até o fim perceberá que muitas obras atuais se inspiraram em vários conceitos na cara dura, irei citar algumas aqui.

O Guarda Real Menthuthuyoupi, da obra Hunter x Hunter, deforma o próprio corpo e transforma os braços em tentáculos com foice na ponta. Uma referência clara às batalhas de tentáculos de Parasyte.


As transformações nos braços de Alex Mercer em Prototype (inclusive em tentáculos) em muito se assemelham às transformações em Parasyte.


Tentáculos de foice? Cachorros que dividem a cabeça ao meio? Braço mutante que se transforma em um escudo? Qualquer semelhança é mera coincidência...





E por falar em cachorros com cabeça se dividindo, alguns aqui devem se lembrar do boss Sheeva, do jogo Parasite Eve. A cena da transformação foi Inspirada claramente em Parasyte.


Li Parasyte até o fim e recomendo fortemente para todos os fãs de ação e terror. É uma obra recheada de Gore e ação ininterrupta, mas que ao mesmo tempo explora bem o lado humano e os pensamentos mais profundos que tornam o ser humano egoísta. Confiram os links abaixo.

Link para o manga (somente em inglês):


Há também um live-action de Parasyte que acabou de estrear no Japão, já já chega legendado por aqui. Confiram o trailer.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A volta dos que não foram

Hum, primeiramente boa noite.

É, as coisas não andam as mil maravilhas para mim, pois é. Tenho passado bastante tempo pensando e analisando como irei progredir com minha vida e, não vou negar, meu blog não está no topo de minhas prioridades.

Eu não estou abandonando blog, eu não disse isso (alguns dirão que eu já abandonei, a todos esses fique registrado meu "hahaha" desdenhoso). 

Tenho muito amor e carinho pelo blog, assim como tenho muito carinho por tudo que produzo e escrevo. Eu só... Não consigo sentir que tenho bom material para publicar. E isso me perturba, não pensem que não perturba. Nos últimos tempos estou lendo bem mais do que lia anteriormente (Stephen King, para ser mais exato) e estou sentindo que estou melhorando minha escrita em decorrência disso. O que é muito bom e com certeza trará muitos bons frutos.

Eu tenho muita vontade de escrever. Muita mesmo. Já perdi as contas de quantas vezes comecei a escrever histórias para o blog e parei no meio do caminho para começar a escrever outra história nova. É meio que um saco isso.

Estou tendo menos pesadelos do que tinha antes, isso sim é um problema. Eram ótimas fontes de inspiração para o blog. Mas a fonte não vai secar tão cedo. Na verdade nunca secou. Tenho muitos post para publicar, mas a maioria está incompleta, inacabada. Ler está me dando novo fôlego para escrever, e vou publicar algo em breve.

Não estou, nesse post, tentando me justificar e não parecer afastado (ainda mais porquê eu não conseguiria convencer ninguém mesmo) Sei que o blog poderia estar bem melhor, e vejo que há gente (vejam só) que gostava do que escrevia, e não estar mais continuamente escrevendo, que é o que eu gosto de fazer, me deixa com vergonha perante esse público. Mas tentarei remediar isso.

Muito obrigado a todos que ainda leêm minha antigas matérias do blog. Estou vendo vocês aqui nas estatísticas, não vou desistir de continuar assustando um aqui e ali. Avante!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O Ritual da Meia-Noite

Encontrei essa história enquanto vagava em um fórum sobre casos sobrenaturais. Achei bem interessante e irei publicar aqui. O usuário se deixou marcar como “anônimo”, então não posso dar o crédito a ele.

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Tive um pesadelo terrível noite passada. Fiquei tão aflito que aquilo ficou marcado em minha mente e não consigo esquecer. Eu estou nervoso em compartilhar isso. Espero que alguém possa me dizer se sabe sobre algum caso parecido com isso. Não estou dizendo que é realmente sobrenatural ou algo assim. Só foi... Complexo. Vou contar do jeito que lembro.

“O sol estava a pino quando eu e meu irmão mais novo, na verdade versões crianças de nós dois, íamos dentro de um barquinho, sendo guiados por um lugar isolado da civilização. Dentro de uma floresta para ser mais exato. Nosso guia ficava o tempo todo dizendo "vocês, garotos, não deviam ir até lá, não tem nada lá. É perigoso ficar na selva à noite" mas meu irmão e eu estávamos atrás de algo importante. Íamos passar a noite naquele lugar e continuávamos insistindo para seguir em frente.

Chegávamos já no final da tarde em uma construção abandonada semelhante à uma mansão no meio da selva. Pedíamos para o guia ir embora e nos buscar somente no outro dia. Íamos passar a noite ali.

Entrávamos na mansão e ela estava completamente vazia. As paredes eram brancas e não haviam móveis. Nós sentávamos e lanchávamos. Eu dizia que ainda era cedo, mas que não podíamos nos atrasar um segundo quando fosse a hora.

Quando era quase meia noite eu digo que está na hora. Nós andamos pela casa, até uma porta que fica em um cômodo mais profundo. Peço para meu irmão subir em minhas costas. Ele me pergunta o porquê.

Eu respondo que o gatilho do ritual que estávamos prestes a iniciar é o passo através da porta. Se só uma pessoa estiver tocando no chão, ainda conta como apenas uma, mas eu queria que ele estivesse comigo (ainda bem que éramos mais novos nesse sonho, hoje meu irmão pesa 120 quilos).

Lembro que meu irmão não entendia bem o que estava acontecendo, mas eu de alguma forma sabia de tudo em detalhes e estava explicando tudo para ele calmamente. Eu falo que ele deve ficar completamente quieto. Só eu falaria dali para frente.

Quando era exatamente meia-noite eu abria a porta. E é aí que as coisas se tornavam bizarras.

Havia uma festa acontecendo do outro lado da porta. Estávamos de frente para uma festa, sendo que a um segundo atrás nada daquilo existia, era apenas uma sala vazia em um casarão abandonado! Detalhe importante, nós não havíamos entrado na sala ainda. Estamos apenas de frente para a sala.

Era uma festa animada, mas dava para ver claramente que tudo dentro daquela sala estava em preto-e-branco e todos os ocupantes do outro lado estavam ignorando a nossa presença na porta. Havia apenas uma garota ali que havia nos notado.

Ela tinha cabelos longos e escuros, usava uma maquiagem pesada e estava bebendo e fumando. Era bonita, mas parecia estar entorpecida de alguma droga. O nome dela era Felicia, eu já sabia, e ela nos olhava franzindo os olhos. Tudo estava correndo como deveria ser.

Eu não falo para meu irmão, mas a sequência de palavras tinha que ser impecável, era um ritual delicado.

Eu: "Esse visitante traz as mãos vazias e a mente afiada".

Felicia: "Hã?"

Eu: "Abra a porta para mim, Felicia, preciso entrar na festa".

Felicia (confusa): "Eu... Não conheço você... Como sabe meu nome? Você foi convidado?".

Eu: "Fui convidado e sou aguardado, abra a porta Felicia".

Felicia está franzindo os olhos nesse momento. Ela parecia prestes a falar algo, mas nessa hora algo dá terrivelmente errado. Talvez eu tenha dito alguma palavra de forma errada, ou minha voz não tenha sido convincente o suficiente para ela. Repentinamente as luzes da festa se apagam e a festa some. Volta a ser uma sala vazia. Quando eu noto isso entro em pânico e corro para a porta da entrada da mansão, por onde entramos.

Estou correndo completamente em pânico nesse momento. Meu irmão se angustia.

"O que está acontecendo, irmão? Por que estamos voltando?"

"A-algo na sincronia foi quebrado, o ritual deu errado, quando isso acontece nós temos 30 segundos para sair da casa, ou nossa alma vai ficar presa no inferno".

Eu corro em pânico. E consigo sair do casarão e fechar a porta atrás de mim bem a tempo. Meu alívio só dura poucos segundos.

A adrenalina foi tão intensa que não percebi que meu irmãozinho não estava mais nas minhas costas. Ele provavelmente caiu por causa da minha pressa.

A porta abre poucos segundo depois. Meu irmão sai de lá. Mas não é mais ele. Seu rosto está maligno e horrível. Seu sorriso e olhos são inumanos.

Eu coloco as mãos no rosto, e caio de joelhos chorando. Meu erro mandou a alma de meu irmão para o inferno, e agora o que estava ali era um demônio na pele dele.

Ele agarra meu pescoço e o parte como um graveto seco. Eu não consigo gritar”

Antes da minha morte eu acordo. Estava suado e muito perturbado. Não consegui dormir mais naquela noite, pensando em tudo que havia visto naquele sonho. Sei que da forma que eu contei a situação toda deve parecer bem confusa. Mas irei explicar tudo que lembro mais adiante.

Eu não falo sobre os detalhes do ritual em voz alta em momento nenhum no sonho, mas eu sabia o que ele significava. Vou explicar o que eu sabia.

Algumas dezenas de anos atrás houve uma festa naquela casa e aquela garota, Felicia, deixou o diabo entrar na festa. De alguma forma apenas ela o viu (seria o efeito das drogas?). O diabo entrou na festa e foi até o quarto do dono da casa, que aparentemente era um bruxo poderoso, negociar algo.

A negociação deu errado e o diabo, irado, puniu o homem e todos os participantes da festa, deixando-os presos em uma espécie de "loop infinito" do momento da festa, como em uma dimensão paralela.

A cada meia-noite, na data de aniversário da festa, aquele momento se repete. Se uma pessoa imitar a forma como o diabo entrou na festa, no exato momento em que o diabo entra na sala e o diálogo que ele teve com a Felicia, essa pessoa pode encontrar o diabo no cômodo do dono da casa.

Ele vai falar algo como "Você não pertence a esta festa, nem a este tempo ou local. Mas por sua perspicácia em encontrar esse lugar vou te dar um desejo". Nesse momento você pode pedir qualquer coisa ao diabo que ele irá atender. Mesmo seu desejo mais sombrio será realizado. E ele o fará sem pedir nada em troca.

Foi um sonho estranho e perturbador. Um tanto quanto complexo para minha cabeça. Não canso de pensar que um desejo para o diabo é uma tentação deveras grande. E a parte mais angustiante... Não consigo lembrar o que iria desejar se tudo tivesse dado certo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

As Coincidências Estranhas Entre Lincoln e Kennedy


Você deve conhecer os presidentes americanos Abraham Lincoln e John Kennedy. Ambos foram presidentes muito carismáticos dos EUA e ambos morreram alvejados na cabeça. Mas o que muita gente não sabe é que as coincidências não terminam por aí.

Essa é uma lenda urbana bastante conhecida que foi publicada na imprensa américa em 1964, pelo jornal Congressional Committee Newsletter. E realmente faz muito sentido. Observe essa lista de estranhas coincidências entre os dois.

- Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
- John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
- Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
- John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.
- Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
- Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.
- As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
- Ambos os presidentes estavam preocupados com os problemas dos negros norte-americanos.
- Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
- Ambos os presidentes foram assassinados na presença da esposa.
- A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy e lhe disse para não ir ao teatro.
- A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln e ela avisou a ele para não ir a Dallas.
- Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
- Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.
- Ambos os sucessores chamavam-se Johnson.
- Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
- Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
- Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus três nomes.
- Os nomes de ambos os assassinos têm quinze letras.
- Booth (o assassino de Lincoln) saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
- Oswald (o assassino de Kennedy) saiu correndo de um depósito e foi apanhado num cinema.
- Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
- O assassinato de Kennedy foi filmado por um homem chamado Abraham
- O teatro de Ford era propriedade de um homem chamado John.
- Lincoln foi morto no Teatro Ford.
- Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.

Seriam somente coincidências? Alguns estudiosos do caso afirmam que é perfeitamente possível traçar várias coincidências comparando dados de quaisquer pessoas entre si, mas a dúvida permanece.


Haveria algum segredo por trás disso tudo?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Estranho Livro Codex Seraphinianus


Você conhece um livro chamado Codex Seraphinianus? Ele não é muito comentado no Brasil, mas bastante conhecido mundo afora. É um livro surreal, cheio de imagens psicodélicas e escrito em uma linguagem desconhecida. Em certas partes ele é cômico, por outras vezes perturbador.


Ele foi criado pelo Designer italiano Luigi Serafini (Codex significa livro, Seraphinianus é uma latinização do nome Serafini) e escrito entre 1976 e 1978 em um processo que durou 30 meses. O livro foi escrito em dois volumes, totalizando 370 páginas (dependendo da edição) e publicado oficialmente em 1981.


O livro aparentemente retrata um mundo imaginário criado pelo autor que parodia a fauna, flora e diversos graus do comportamento humano em suas páginas, sempre ricamente coloridas e detalhadas.


O livro é escrito em uma linguagem manuscrita única, que nunca foi plenamente decifrada, isto é, partindo do princípio que há um significado nela. Essa linguagem ficou conhecida como “Matrixa”. No link abaixo é possível estudar a língua mais detalhadamente, e até mesmo transcrever algumas coisas para ela.


Os capítulos seguem uma sequência lógica que é a seguinte:

1 - O primeiro capítulo é sobre a flora desse mundo e suas ramificações bizarras.
2 - O segundo capítulo é sobre a fauna desse mundo e descreve animais estranhos e suas variações absurdas.
3 - O terceiro capítulo parece descrever um reino à parte, habitado por criaturas bípedes.
4 - O quarto capítulo descreve conceitos de física e alquimia, tais conceitos são completamente diferentes dos de nosso mundo. É o capítulo mais enigmático.
5 - O quinto capítulo aborda máquinas bizarras e veículos desse mundo.
6 - O sexto capítulo fala de matérias relacionadas à humanidade desse mundo, como biologia, sexualidade, e modificações corporais ligadas à cultura.
7 - O sétimo capítulo retrata eventos históricos daquele mundo, além de abordar costumes sobre a vida e morte do povo, além de alguns rituais possivelmente religiosos.
8 - O oitavo capítulo descreve o estranho método de escrita utilizado naquele mundo (e no livro)
9 - O nono capítulo fala dos costumes relacionados à comida, refeições e vestimentas.
10 - O décimo capítulo descreve jogos de carta, azar além de esportes e outras atividades bizarras.
11 - O décimo primeiro capítulo descreve a arquitetura daquele mundo.

Muitos estudiosos do livro afirmam que é inútil buscar algum sentido em sua escrita. Para esses indivíduos a leitura do livro não passa de uma experiência visual. Pois essa era a área de Serafini como artista plástico. O próprio Serafini parece reforçar essa ideia. Em certa ocasião ele declarou que sua intenção ao escrever o Codex era criar confusão e curiosidade na mente do leitor, sensações semelhante às que temos, quando crianças, quando abrimos revistas e não entendemos nada do que está escrito, apenas “sentimos” as imagens.


Após publicar seu livro Serafini passou muitos anos sem nada declarar sobre o significado do Codex, mas anos depois declarou que o livro não possuía nenhum significado especial. Que enquanto escrevia o Codex não pensava em nada, em um processo semelhante a uma psicografia. As imagens e letras vinham à sua mente e ele botava-as no papel.


Mesmo com as declarações do autor, muitas dúvidas ficam no ar, e muitas pessoas não ficaram convencidas. Um indivíduo ilustraria e escreveria 380 páginas sem realmente nenhum significado? Ou depois de certo tempo ele decidiu não revela-lo?

Alguns curiosas da Ufologia já chegaram a teorizar que o Codex foi “escrito por alienígenas” através de um processo de emissão de conhecimento à distância, manipulando a mente de Serafini. Eles defendem essa teoria por muitos símbolos utilizados na “Matrixa” aparecerem em obras supostamente deixadas por seres de outro planeta na Terra.

Existe aqui um link para você baixar o livro completo:


Fontes: